sábado, 16 de junho de 2012

MARCAS


                                                            


                                                 Eu sou aquele sapato
                                                 Que deixa marcas naquele chão...
                                                 Eu sou aquelas marcas
                                                 Que modificam  aquele chão...
                                                 Eu sou aquele chão
                                                 Que acolhe as marcas do sapato.
                                                 Eu sou a mudança
                                                 Que gera esperança
                                                  Nessa situação.
                                                 Mas de uma coisa eu tenho certeza
                                                 De que toda a beleza não está no que se vê,
                                                 Na verdade, está no que se sente,
                                                 No que se constrói em nossa mente
                                                 Com as marcas que ficam na gente.

Um poema que escrevi há exatamente dezesseis anos,  no dia 16 de junho de 1996. Eu estava passando por algo muito ruim em minha vida e o eu lírico desse texto retrata muito bem o lado sofrível por qual passei. Como poeta, não sou muito de criar um eu lírico assim, que viva a mesma situação em que me sinto, prefiro o inverso.

LÁGRIMAS


                                  LÁGRIMAS

                                  Não chore por mim,
                                  Porque as lágrimas que correm
                                  Em seu rosto
                                  Aparentam o desgosto
                                  De um amor sem fim.

                                  Não chore assim,
                                  Porque a tristeza
                                  Destrói a beleza
                                  Que vem de sua alma
                                  Ao mesmo tempo que acalma.

                                  Não chore,
                                  Transforme as suas lágrimas
                                  Em alegria
                                  Para que seu dia-a-dia
                                  Seja um eterno esplendor
                                  Capaz de vencer a tormenta
                                  E a dor.

                                  Não chore,
                                  Sorria.

Esse poema também faz parte do projeto de poesia "DEUS, CÉU E MAR ". Lembrei-me, depois, de que já havia postado uma vez o poema LUZ DA ESPERANÇA. Lágrimas, também, faz parte do CDLIVRO que pretendo lançar ainda este ano.
                                            A LUZ DA ESPERANÇA

                                   Não fique triste,
                                   Se você estiver cansado,
                                   Seus pés inchados, corpo fatigado,
                                   Cabeça dispersa...
                                
                                   Não fique triste.
                                   Este túnel é longo,
                                   Escuro e acidentado.
                                   Haverá de derramar muitas lágrimas,
                                   Ouvir algumas lamentações,
                                   Fazer muitas conclusões.
                                   Mas guarde na lembrança
                                   Que como todo túnel tem o seu começo,
                                   Ele também tem um final.
                                  
                                   Não fique triste,
                                   Se alguém desiste
                                   Da luta. Assim não haverá herança,
                                   Pois é no seu amanhã       
                                   Que você encontrará
                                   A luz da sua esperança.


 Esse poema faz parte do meu segundo projeto de poesia: DEUS, CÉU E MAR. É um poema que tem em sua essência a filosofia do poeta de acreditar sempre no amanhã.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ENAMORADOS

Esse poema, eu escrevi no DIA DOS NAMORADOS. Alguém me pediu por acaso. Pensei num eu lírico apaixonado e brotou em minh´alma esse texto:
ENAMORADOS
Era noite com céu estrelado,
Onde a lua reinava com seu brilho fascinante.
Foi assim que eu te vi pela primeira vez
E logo me apaixonei.
Algo especial aconteceu comigo.
Ainda tenho na lembrança
Os teus olhos buscando os meus,
Tua boca sussurrando palavras de carinho
E tuas mãos tocando as minhas
Como se fossem elos prendendo as nossas almas.
Até hoje estamos presos,
Porque somos dois em um
Nos nossos beijos, nos nossos abraços,
Em momentos de puro êxtase.
Por isso somos dois em um,
Juntos,
Eternos.

domingo, 3 de junho de 2012

O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER

Depois do meu aniversário, decidi postar algo neste final de semana. Ontem me ocorreu um fato que me fez lembrar de um dito popular: o pior cego é aquele que não quer ver. Diante disso, resolvi escrever nessa manhã dominical esse texto.
O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER
Quantas coisas acontecem em nossa vidas?
São várias, inconsequentes, sucessivas, benevolentes, supérfluas, efêmeras...
Mas... É importante que se tire de todas elas uma experiência de vida.
Há a necessidade de vê-las com olhos bem abertos, não a visão normal, parte da nossa matéria,
Mas os olhos da alma, dádiva divina.
É preciso ver o que está acontecendo de errado conosco, antes que os fatos se tornem inconsequentes...
Ou as atitudes equivocadas sejam sucessivas...
Os atos benevolentes servem para excluir as vivências supérfluas
Porque elas são efêmeras.
Só conseguiremos dar rumo às nossas vidas quando a observarmos com os olhos da razão
E nunca devemos iludir-nos com os olhos do coração,
Somente assim, encontraremos a felicidade.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

MEU ANIVERSÁRIO

NÃO DEVEMOS CONTAR NOSSAS VIDAS PELAS PRIMAVERAS PASSADAS, MAS PELAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS...
Depois de postar alguns poemas satíricos, resolvi filosofar no dia do meu aniversário.
Nunca gostei de comemorações natalícias, até porque "não devemos contar nossas vidas pelas primaveras passadas, mas pelas experiências vividas".
Essa frase soa bem aos meus ouvidos. Mesmo que eu não tenha nascido na primavera, privilégio da minha filha, essa etapa do tempo equivale no hemisfério sul ao outono, período em que nasci. Flores no norte, frutos no sul e assim, eu me divido em minhas experiências, metaforicamente falando, entre aromas e sabores.
Se eu fosse comemorar as inúmeras experiências que tive algumas amargas quando provei, outras doces como senti, já passariam de cem. Isso é que é gratificante, o de tirar proveito desses momentos de um jeito bem intenso, poético e de olhos abertos.
Por isso, não adiante ficar celebrando apenas etapas da vida, mas viver os instantes como se eles fossem eternos tantos bons ou maus.  

terça-feira, 15 de maio de 2012

NOSSO HINO

Ouviram nas margens de um rio,
muito tempo atrás um grito,
abafado, sofrido,
alienado...
Mas nele havia esperança
na herança
desse povo enganado!!!
Igualdade nessa Terra?
Nunca se conseguiu com braço forte.
Essa ilusão que é fabricada
em nome dos nobres
que ludibriam os pobres
nas telas, nos ritmos, em tudo o que está escrito,
fundido, costurado, comido...
Nessa Terra de tantas palmeiras,
o sabiá se foi e o poeta se calou...
As aves que aqui gorjeavam,
não cantam mais,
somente as que vêm de lá.
Oh... paraíso almejado que não aprendemos a amar.
Solta o grito Terra amada
entre outras tantas mil,
perdoa todos os seus filhos , querida mãe gentil!
Como reflete a história
de um gigante que adoece
nas matas, no urro da onça,
no corpo que apodrece,
no pensar que não escreve,
não se ergue na justiça,
na lama que é a política...
E agora o filho foge da luta,
que teme e não adora
essa Terra sem risos,
de poucas flores,
Já sem bosques
e sem amores.
Terra amada,
Tu és uma farsa
na imagem universal.
Tua criação
surgiu na imaginação
de uma louca de Portugal.
Esse povo
que só buscava tesouro
num futuro que se perdeu no passado,
nesse berço está deitado,
na busca de um milagre
nas ideias que se perdem
na hipocrisia,
na demagogia
que alimentam a alma
desse povo alienado.