sábado, 16 de fevereiro de 2013

NO SILÊNCIO

É no silêncio
Que eu me sossego nos labirintos
E pinto as delícias do tempo...
É no silêncio
Que eu venço os desvarios
E canto as tristezas das luas apaixonadas...
É no silêncio
Que eu me entrego aos devaneios
E apago as angústias nas madrugadas frias...
É só no silêncio que silencio a alma
E me encontro por inteiro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O POVO GUERREIRO



      Povo guerreiro

Negras ideias, suspensas nas velhas  teias,
Magros sentimentos, cujos pensamentos se perderam no passado.
Pesa o sofrimento dos homens...
Poucas coisas, fracas e ultrapassadas,
Na multidão de pessoas arrastadas,
Em tristeza e mágoa vãs!

E anda uma horda irônica, indecente...
Como deuses falidos da máquina capitalista
Nesse deserto de amor e fraternidade..
Se o rei fraqueja, o reino se arruína...
Ouvem-se lamúrias... o grito de dor ecoa no infinito.
E reclamam apenas...

Presas estão a esperança e as vontades
Dessa população que busca faminta a glória,
E chora, canta  e dança sei saber de que...
de medo delira,  enlouquece...
Nas adversidades embrutece,
Canta, dança e ri!

Mesmo assim luta,
E se desdobra,
Com Deus, no céu e no mar.

domingo, 13 de janeiro de 2013

MUITOS JANEIROS...

Esse poema faz parte do Projeto RETALHOS DE MINH´ALMA.

MUITOS JANEIROS...
Muitos JANEIROS se passaram nesses tempos de marasmos,
Sem as brisas fortes de outrora entre nevoeiros densos...
As árvores já não crescem, os frutos não mais amadurecem,
Já que jorram lágrimas feito rios na esperança que foge do perigo.

Amanhecem os JANEIROS sem o brilho escaldante do verão,
Sem o vento seco que arrasta as folhas secas no meio do caminho,
Enquanto a chuva escassa dá ares de nobreza!

Janeiro não é mais o mesmo dos muitos JANEIROS que já passaram
entre tantas lembranças aprisionadas na mente de um poeta...
Porque o tempo passa assim como os muitos JANEIROS.




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

POEMA ROMÃNTICO

Cada linha que traço
É como cada linha
De uma flor:
Expressa amor.

Cada palavra que escrevo
Tem em seu relevo
Um sentimento
Que traduz sofrimento...

E passo o tempo todo
Imaginando sua beleza
Expressão de  realeza.
Se vivo no sonho
De ter sua imagem,
Isso não passa de uma miragem,
De apenas uma vontade
Para o meu viver.

A MAIS BELA VOZ DO SERTÃO.

Ontem, comemoraram-se  100 anos de Luís Gonzaga. Como bom sertanejo e nordestino, eu não poderia deixar de escrever algo sobre essa personalidade tão importante para o Nordeste brasileiro.
Luís, Lula, Gonzagão... Esses são alguns dos atributos relevantes dessa personalidade da música e da poesia nordestina.
Gonzaga representa a voz, o grito do homem simples do sertão que luta pela sobrevivência a todo custo. As letras de suas músicas são tratados sobre a alma do nordestino. A sua voz brejeira, bem original, inconfundível, mesmo que tenha sido imitada por muitos, a ele ninguém jamais se igualou.
O tom clássico de seus acordes até hoje é lembrado : a melódica Asa Branca, inesquecível; O ABC do sertão tantas vezes cantado; Assum preto, Ave Maria sertaneja e muitas outras que são ouvidas, estudadas, comentadas, quer numa roda de amigos, quer numa tese acadêmica.
Foram dezenas de músicas gravadas que soavam por esse Brasil afora nas ondas das emissoras de rádio. O que mais me impressiona é ouvir um garoto tocar em seu instrumento um acorde de Luís em pleno século XXI. Isso ratifica a ideia de que as melodias desse sertanejo ainda estão presentes nas escolhas dos músicos, estudiosos e dos apreciadores da boa música.
Por isso é que sinto orgulho de ser sertanejo e tenho o prazer de ter assistido ao vivo Gonzagão tocando sua sanfona e cantando suas melodias. Acredito, também, que muitos brasileiros e nordestinos tiveram a mesma sensação que tive.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MEU DESTINO

Eu
Poeta das terras secas e impuras
Que levo uma alma assim tão pura
E carrego um coração amargurado na mão...
Queimo a pele e o corpo nesse sol ardente,
Tenho um querer que parece tão quente
Como toda criatura do sertão...

Poeta,
Que figura representa?
Essa gente tão paradoxal?!...
Que caminha pelas estradas poeirentas,
Eles que travam uma luta tão sangrenta
Numa triste desigualdade social...

São homens, mulheres, crianças
Que vivem entre uma seca tremenda
Ou uma grande inundação...
Ser poeta desse povo representa
Um dever, uma obrigação.
Sou sertanejo, sou nordestino,
O meu viver, o meu destino
É o mesmo do povo dessa nação.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

OS OUTROS

Os outros são sobras do submundo
que são varridos,
carregados
pela multidão
que se arrasta.
São muitos
e escassos de riqueza,
de alma,
de sabedoria.
Os outros são muitos
que vivem na incógnita
da verdade
da história de mundo.