sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

POEMA ROMÃNTICO

Cada linha que traço
É como cada linha
De uma flor:
Expressa amor.

Cada palavra que escrevo
Tem em seu relevo
Um sentimento
Que traduz sofrimento...

E passo o tempo todo
Imaginando sua beleza
Expressão de  realeza.
Se vivo no sonho
De ter sua imagem,
Isso não passa de uma miragem,
De apenas uma vontade
Para o meu viver.

A MAIS BELA VOZ DO SERTÃO.

Ontem, comemoraram-se  100 anos de Luís Gonzaga. Como bom sertanejo e nordestino, eu não poderia deixar de escrever algo sobre essa personalidade tão importante para o Nordeste brasileiro.
Luís, Lula, Gonzagão... Esses são alguns dos atributos relevantes dessa personalidade da música e da poesia nordestina.
Gonzaga representa a voz, o grito do homem simples do sertão que luta pela sobrevivência a todo custo. As letras de suas músicas são tratados sobre a alma do nordestino. A sua voz brejeira, bem original, inconfundível, mesmo que tenha sido imitada por muitos, a ele ninguém jamais se igualou.
O tom clássico de seus acordes até hoje é lembrado : a melódica Asa Branca, inesquecível; O ABC do sertão tantas vezes cantado; Assum preto, Ave Maria sertaneja e muitas outras que são ouvidas, estudadas, comentadas, quer numa roda de amigos, quer numa tese acadêmica.
Foram dezenas de músicas gravadas que soavam por esse Brasil afora nas ondas das emissoras de rádio. O que mais me impressiona é ouvir um garoto tocar em seu instrumento um acorde de Luís em pleno século XXI. Isso ratifica a ideia de que as melodias desse sertanejo ainda estão presentes nas escolhas dos músicos, estudiosos e dos apreciadores da boa música.
Por isso é que sinto orgulho de ser sertanejo e tenho o prazer de ter assistido ao vivo Gonzagão tocando sua sanfona e cantando suas melodias. Acredito, também, que muitos brasileiros e nordestinos tiveram a mesma sensação que tive.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MEU DESTINO

Eu
Poeta das terras secas e impuras
Que levo uma alma assim tão pura
E carrego um coração amargurado na mão...
Queimo a pele e o corpo nesse sol ardente,
Tenho um querer que parece tão quente
Como toda criatura do sertão...

Poeta,
Que figura representa?
Essa gente tão paradoxal?!...
Que caminha pelas estradas poeirentas,
Eles que travam uma luta tão sangrenta
Numa triste desigualdade social...

São homens, mulheres, crianças
Que vivem entre uma seca tremenda
Ou uma grande inundação...
Ser poeta desse povo representa
Um dever, uma obrigação.
Sou sertanejo, sou nordestino,
O meu viver, o meu destino
É o mesmo do povo dessa nação.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

OS OUTROS

Os outros são sobras do submundo
que são varridos,
carregados
pela multidão
que se arrasta.
São muitos
e escassos de riqueza,
de alma,
de sabedoria.
Os outros são muitos
que vivem na incógnita
da verdade
da história de mundo.

ÂNCORA DOS MEUS SONHOS

Ancorei os meus sonhos
no fundo do oceano...
Nas sombras do passado,
busco uma luz que parece vaga,
mas minha busca é incessante...

Mergulho nos desejos já perdidos
e encontro uma paz revigorante
que me carrega para o horizonte distante..

Fecho os olhos, mas a visão do mundo
é evidente,
persiste em minha mente,
como um filme antigo e emocionante.
Nisso, bebo do prazer
que preenche o meu viver
intensamente.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

IRACEMA

Um aluno que leu a postagem da adaptação de Iracema me pediu para que eu postasse os outros capítulos desse árduo trabalho. Não pude negar esse pedido. Eis, amigo aluno, mais um capítulo da adaptação. Espero que goste.

Além da serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos negros e longos , assim como um doce sorriso.
A morena virgem corria o sertão e as matas  onde habitava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara.
Um dia, ao Sol ardente, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-se à sombra da oiticica, enquanto escondidos na folhagem os pássaros cantavam. Ela saiu do banho e a graciosa ará, sua companheira e amiga, brincava junto dela. Às vezes subia os ramos da árvore e de lá chamava a virgem pelo nome; remexia o uru feito de palha  , onde a selvagem trazia os seus perfumes.
Rumor suspeito quebrou a doce harmonia da sesta. A  virgem ergueu os olhos, que o sol não deslumbrava; sua vista perturbou-se.
Diante dela e todo a contemplá-la estava um guerreiro estranho ou algum mau espírito da floresta. Tinha nas faces o branco das areias que bordavam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas.
Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulharam na face do desconhecido.
De primeiro ímpeto, a mão tentou pegar  a espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d’alma que da ferida.
Ele pôs nos olhos e no rosto um doce sentimento , já a virgem lançou de si o arco , e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.
A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava no rosto do rapaz. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada.
— Quebre comigo a flecha da paz? Disse ele. A jovem índia se admirou da atitude do guerreiro e logo quis saber de onde vinha e como aprendera a linguagem do seu povo. — Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.
Iracema deu-lhe boas-vindas e convidou-o para ir ate a cabana de seu pai, Araquém , o pajé da tribo.

AS VEREDAS DE MIM...

Levantei-me hoje com aquela sensação de que estamos chegando a mais um final de uma etapa, quando paramos à beira do caminho para analisarmos o que fizemos durante todo o ano. Pensando nisso, eu escrevi esse poema:
AS VEREDAS DE MIM...
As veredas do meu pensamento
cruzam galáxias, atravessam portais,
buscam outras dimensões.

Sou viajante do ininteligível,
pois meu sentir é abismal...

Imagino-me longe de mim
entre gnomos, fadas, ogros...

Sou produto da magia,
resultado da fantasia...

Sou eu, mas nem mesmo sei quem sou,
porque cada vereda percorrida
é um ponto de partida
da incógnita para onde vou...

Em cada raio de sol,
em cada réstia de luz,
em cada brilho da lua,
eu sou o grito
perdido no infinito
nas veredas dentro de mim.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

UM SONETO DE AMOR


Um soneto de amor...

Seus olhos me falam tanto 
 De um doce e casto amor 
Que criou a natureza 
Com  meiguice e com primor.

Sua voz harmoniosa 
Fala-me de uma ardente paixão,  
Eu quisera ouvir sempre
As fantasias do coração!

Sua face bela e  divina 
Mais meiga que harmonia 
Inspira a minha poesia .
 
Onde um desejo de leve 
Em minh’alma, sem vigor; 
"Dá-lhe um suspiro de amor!"

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

AS APARÊNCIAS ENGANAM...

Sentei-me ao computador e fiquei a observar ora as teclas, ora a tela do monitor e logo eu me lembrei de uma história de um poeta que há tempo eu havia escrito. Ele gostava muito de plantas, em especial, das flores. Isso parecia uma obsessão, pois seus poemas, seus livros somente tratavam dessa criação divina da natureza.
Foi por essa loucura que certa vez, ele se deparou com um belo jardim. Ali, havia um canteiro, mesmo que pequeno, era apresentável. Nele, numa roseira exótica, despontavam duas rosas.
A primeira , que ele observou, parecia estonteante : suas pétalas tinham detalhes magníficos; sua cor brilhante encantava qualquer ser que a admirasse e o seu perfume era embriagador.
A segunda se mostrava acanhada: não se podiam perceber os  traços de suas pétalas, tampouco sua cor fugidia era atraente aos olhos do poeta e o aroma que exalava , mal dava para ser sentido.
Levado pelo entusiasmo, ele subitamente pegou a rosa mais atraente e mais que de repente sentiu uma forte dor. Ela estava impregnada de espinhos que feriram a mão que a prendia.Ao perceber que sangrava, o poeta jogou-a ao chão.
Hesitou antes de pegar a outra,mas se sentiu impulsionado a pegá-la.Assim o fez.
Aos poucos foi percebendo a diferença entre as duas. De perto,a pequena rosa mostrava-se perfeita com detalhes minúsculos que davam às pétalas uma beleza incomparável;  já a cor antes tímida,agora aparecia brilhante,sucessivamente apresentava um brilho admirável.O poeta procurou sentir o perfume que ela exalava e sua suavidade especial lhe hipnotizava a alma.
Assim pensou na ideia que martelava a sua mente: " as aparências enganam "...



sábado, 10 de novembro de 2012

IMAGEM

A árvore morta
de galhos secos
e de folhas caídas
simboliza a tristeza
de minh'alma...

Quando olho para a sua imagem ressequida
ainda percebo seus frutos,
sua verdura exuberante...
Imagino a sua sombra
que servia de abrigo para tantos...

Assim busco a minh'alma
que guarda vestígios do passado,
perdidos,confusos,
mas ainda persistentes.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

DISFARCES DO AMOR

Ontem, eu li um livro que falava sobre amor. Muito me impressionaram as palavras do autor. Em seguida, comentem com uns amigos e fiz considerações a respeito do assunto do livro, enfim resumi tudo nesse poema que escrevi.

DISFARCES DO AMOR

Nunca faltam a um amor pretextos,
que justifiquem as atitudes de luas, de praias, de mesas de bar...
de tantas promessas,
infidelidades,
farsas, inverdades...
Mas, como é indispensável o amor
ou disfarçá-lo bem
para vencer a dor,
a solidão, a tristeza, a infinita discórdia.
O ser que ama
obedece às leis instintivas de amar
tão simplesmente,
tão obediente...
E quem engana
encontra sempre
quem se deixe enganar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

EU QUERO SER...

Eu não quero ser sem escudo
Aquele que fica em cima do muro
Preso
Ao medo...
Quero que minhas palavras ecoem no infinito
Como um eterno grito
Que não guarde segredo.
Eu quero domar o tempo
Tal pó ao vento
Cruzando esquinas.
Quero ser luz nas trevas
Sem regras
No presente, no futuro
Numa geração eterna.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

EU SOU O QUE SOU...

Eu sou
O que seja absoluto
Quando eu me aceite
Como sou...
Mesmo no escuro.
Eu sou o corpo
Que guarda a alma
Que fala, que grita
Contra as injustiças,
Os medos do mundo...
Eu sou o meu céu,
Eu sou a minha terra,
No confronto entre a paz e a guerra...

Eu sou o que sou
Quando amanheço
Ou quando anoiteço
Eu sou o que sou.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

OS HERÓIS VENCIDOS

Como professor que sou há mais de vinte anos, eu não podia deixar passar em branco a comemoração dessa data tão significativa sem que escrevesse algo.
Certa vez, uma jovem educadora me disse que seu mestre lhe fizera a seguinte observação sobre a missão do professor : " somos os heróis vencidos ".
Por que somos os heróis vencidos? Fiquei pensando sobre essa indagação, assim como muitos ficarão e sobre ela é que eu decidi escrever esse texto.
Todas as criaturas de um modo geral sabem e são cientes da importância do professor. Além do mais, reconhecem o seu valor. Isso acontece com veemência nas sociedades, em que não existem desigualdades. No entanto, nos países onde essa desigualdade é gritante, o descaso com o mestre educador acontece já que ele se torna inoportuno para os interesses de poder e de ganância das elites.
É triste saber que nós, os verdadeiros formadores de opinião, não sabemos usar as nossas armas contra a corrupção e a alienação. Deveras, somos vencidos pela falta de valorização salarial e pela indiferença com que tratam a nossa experiência profissional, como a indiferença com  a dedicação de horas e mais horas de trabalho, dos nossos finais de semana sacrificados pelas incessantes correções e elaborações de atividades.
Por isso, queridos mestres e companheiros, lutemos com o que temos de mais valioso em nossas vidas a SABEDORIA para que  juntos possamos vencer essa batalha contra a injustiça social , e só assim contribuiremos para a construção de um mundo mais digno e justo para todos.

QUERIDO PROFESSOR

Um grande mestre
Certa vez me falou
Do que é ser professor:
Para quantos alunos
Você já abriu caminhos?
Essa é a ideia
De um apólogo!
Você já foi agulha?
Quantas vezes?
Sabemos que muitas
Linhas ordinárias
Já passaram na sua caminhada...
Nela
Algumas , muitas até, brilham
E mudam esse mundo
Que você ajudou a construir
Tornando verdade
Para a sociedade
Cada ensinamento
Da sua sabedoria
Que se espalha
No nosso dia a dia.
Acredite,
Querido professor, que você é o combustível para que esse mundo ainda funcione.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CREPUSCULISMO

Sozinho em cima do muro
Qual um gato no cio,
Sem ideologia,
Sem atitude
Para se tomar,
Sem ter quem me compreenda,
Fujo de mim,
Já não tenho pressa,
Penso até em desistir...
Por que não tenho mais no que pensar?
O presente se faz futuro,
Ainda vivo em cima do muro,
Feito bicho a sonhar...
A manhã se faz tarde,
Esqueço que algum dia,
Na verdade,
Aprendi a amar.

CASTELO EM RUÍNAS


Hoje, depois de ler um bom livro nesse feriado, algo me fez  lembrar de um fato do passado... Busquei uma inspiração e fiz esse desenho que deveras representa as lembranças de minha mente e daquilo que ficou em mim: " um castelo em ruínas, mesmo sem sua opulência, ainda deixa o ar de soberania nas memórias do que foi". 

CONTRATEMPO

De tanto pensar
me sinto um louco,
torto,
sem causa,
só um pouco
passo na vida a sonhar...
Tudo o quanto eu finjo
escorre nas mãos
feito um rio
que desce
as encostas rumo ao mar...
Venço os medos
sem segredos
no meu desvario.
Se me indago meio perdido,
respondo não sei por que...
No contratempo do espanto
nessa vida, sonho já tive tanto,
que não consigo entender.
A hora
que me apavora
revela a ilusão
que se esconde  em minh'alma
e engana o meu coração.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"UM NÃO EXPRESSIVO"

Ontem mais uma vez em minha vida, fui levado de forma arbitrária a fazer algo que não faço por força da minha vontade, mas preciso exercer a minha cidadania.
Dizem que o dia de eleição é um momento cidadão. Pergunta-se o que é um exercício de cidadania num país da hipocrisia, da demagogia e da corrupção?
Muito se fala sobre a questão já bem velhinha, antiquada e obsoleta de que "o Brasil é o país do futuro". Fico a pensar nesse jargão político que deve ter surgido nas palavras de Cabral quando este descobriu o nosso território. É provável que surgirão novos planetas, novas galáxias e a nossa nação continuará sendo a terra do futuro por anos e anos sem fim.
Sobretudo, precisamos escolher alguém para cuidar das nossas cidades, da saúde do povo, da educação dos jovens e da segurança de todos. Nisso tudo, o que nos causa indignação é saber que essa prática  nunca acontece , já que a nossa população não tem atendimento médico, pois os hospitais são precários;  as escolas são pouco equipadas e não asseguram aos nossos filhos uma educação de qualidade , e nossas casas parecem mais quartéis generais, rodeadas de arames farpados, cercas elétricas e cães ferozes.
E não adianta justificar que estamos em tempos de "ficha limpa", se os políticos que continuam no comando são os mesmos, burlam as leis e exercem as mesmas e ultrapassadas práticas de indicar o voto pelo sobrenome , visto que permanecem no poder por meio dos herdeiros políticos, filhos e afilhados.
Afinal, não sou obrigado a escolher o que não há escolha. Não vejo opção para o meu voto. Sei muito bem diferenciar "um  excremento de um cocô", por isso exerço o meu ato de cidadania "não num voto de protesto", mas num "NÃO" bem expressivo.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

LEMBRANÇAS DA MINHA TERRA

Desliza da serra um fio de água
saltando no rio numa pequena cascata...
O pequeno rio curva-se
diante da beleza selvática
da vegetação seca do meu sertão
que acorda na manhã ensolarada.

A serra é bela como a figura de uma princesa
que dorme deitada na relva...
Uma ema atravessa a correnteza
ziguezagueando os rochedos
e o sabiá com sua sinfonia
acolhe o novo dia.

A brisa da manhã ainda morna
abraça a minha terra, a minha gente
que também acorda,
acolhendo toda a realeza
que impera nesse panorama...

Estou distante,
mas as lembranças estão firmes
em minha mente
desse pedaço de mundo
que também é meu.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

POEMA FECHADO

As tristezas do meu coração
não cabem num só poema,
como não cabem
as mágoas do homem injustiçado
na sua vida de exploração...
Ainda não cabe num só poema
a criança abandonada
que pede esmola no calçadão...
Também não cabe no meu poema
o sofrimento do negro e do velho
que são vítimas da discriminação...
Além disso, não cabem no meu poema
as falcatruas e maracutaias dos políticos
que causam a corrupção...
Porque, caros leitores,
o meu poema está lotado
de amor, de justiça, de verdade
de tudo que provoca
emoção e...
felicidade .

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PRAZO DE VALIDADE



PRAZO DE VALIDADE
Eu estava observando a atitude de uma senhora sobre as coisas da vida... Seu olhar perdido no horizonte na busca de uma resposta para uma dúvida que a atormentava : sua vida chegara ao prazo de validade.
Para tudo nessa vida, há um prazo de validade, a não ser que você seja uma estátua de mármore da antiga Grécia ou uma múmia embalsamada do milenar Egito. Na verdade, a única coisa que não se vence é o amor de Deus.
Será que a sua vida já não chegou ao prazo de validade, assim como sua profissão, a sua inteligência, os seus estudos, a sua beleza, os seus relacionamentos e sua vida amorosa?
É preciso refletir sobre essas indagações a fim de que sua vida , consequentemente, não venha a ter transtornos.
Contudo, há um remédio para tudo isso: a experiência que se adquire por meio do conhecimento e da sabedoria. Isso quer dizer que  mesmo no prazo de validade o seu produto bem conservado ainda pode ser usufruído por muito tempo.
Sendo assim, aprimore-se na alma, no coração para que o seu corpo não padeça e você ainda tenha valia por muitos anos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ALUCINAÇÃO

ALUCINAÇÃO
Solidão de meu ser, amarga sensação
Como a lua triste que caminha entre as nuvens...
Porque sou céu e também sou mar.
Para onde meus sonhos vão,
Para onde meus pensamentos voam...
Em ondas sombrias, fatais!
Abro as asas...
E encaro o caos,
Seja de noite,
Seja de dia.
Assim...
Brigo comigo mesmo
No pôr do sol,
Esteja longe,
Esteja perto...
No desespero do mar,
Na furiosa ventania
Onde vivo a sonhar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

FOLHAS AO VENTO

Uma música antiga me fez refletir sobre a seguinte questão de que muitas vezes somos como “Folhas ao vento”.
Se assim agimos é porque não temos consciência do que somos e de qual é o nosso objetivo aqui na terra.
Muitos agem como folhas que são carregadas pelo vento sem um rumo certo. Não têm atitude nem  determinação. Elas são levadas pelos outros e sofrem as consequências, pois não estão preparadas para os contratempos.
É uma triste estatística, mas vivemos subordinados a ideologias sem fundamentos, a culturas de massa que levam à alienação . Por isso, volto ao passado e rememoro as atitudes dos jovens que mudaram a história dos seus países, sem que ninguém os levasse a fazê-lo , porque sabiam dos seus verdadeiros ideais.
Portanto, antes que seja mais uma folha ao vento, não deixe o outono chegar para agir com determinação e lutar pelos seus  ideais de vida.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MEUS PENSAMENTOS

Algo inusitado , hoje, levou-me a essa inspiração poética. São poucas as situações que me causam tais sensações, mas essa valeu bastante:

MEUS PENSAMENTOS

Meus pensamentos
Vagam por trás da fechadura...
Há um impasse
No meu desejo, mas me contento com o olhar...
Às vezes, eu me perco
Nessas vontades
Que me  excitam a mente
E me levam ao êxtase.
Assim fico...
Mergulhado nos sonhos,
Deslumbrando-me com a imagem
Que domina a minha razão
E invade o meu coração.




MINHA VIDA COMO ÁRVORE...

Eu sou aquela árvore
Que fica na montanha,
Soberana reina
Na natureza...
Eu sou fruto de uma semente
Que foi carregada num bico
De um pássaro sagrado,
Mas em extinção...
Para muitos,
Dou proteção na minha espaçosa sombra.
Dos privilegiados,
Sacio a fome com os meus frutos.
Para poucos,
Empresto a madeira dos meus galhos para os seus abrigos.
Eu sou árvore em meu ser
Para aqueles que dependem de mim
Para sobreviver.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

UM BEIJO

Quero um beijo eterno
que dure por horas, vários dias
que ferva meu sangue como em chamas
um vulcão...

Quero um beijo teu,
supremo
que exploda o coração...

Quero um beijo,querida,
uno, só para mim,
só para ti,
para a minha vida lembrar...

Quero um beijo,
quero teu corpo,
quero o teu amor ,
enfim..

terça-feira, 18 de setembro de 2012

SOCIEDADE P.F.

Hoje pensei muito e pensar demais, leva-nos a escrever coisas como essa pequena crônica:

SOCIEDADE P.F.
Antigamente, ir a um restaurante e pedir um P.F. era muito normal.
Com a chegada do Self-service  ( auto-serviço ), essa comodidade tão aprazível sumiu. Atualmente, isso está relacionado ao comportamento humano, já que vivemos numa sociedade que pode ser denominada P.F.  Se traduzirmos essa expressão como uma atitude alienada, não estaremos errados.
A alta tecnologia tem transformado o ser humano em mero espectador  da história da humanidade, pois age como um consumista irreparável do supérfluo.  Esse ser, em sua totalidade, tem sido levado a ter tudo muito fácil, sem esforço . Isso porque tem ajuda das parafernálias eletrônicas, basta um clique.
Não sei a que ponto chegaremos , mas a uma conclusão podemos chegar; essa sociedade tem o espírito pobre, sem entusiasmo, sem determinação por  viver  atrelada aos anéis de Saturno – pura alienação.
P.S. Desculpe-me os que lutam no seu dia a dia, os que são determinados e  pensam para mudar o mundo. Vocês  merecem o meu total respeito e não  pertencem a essa sociedade.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

TODO PASSADO DETERMINA UM PRESENTE

Estive pensando na vida, nas coisas que deixei de fazer e nas muitas que já fiz. Foi assim que escrevi esse poema:
TODO PASSADO DETERMINA UM PRESENTE

Antes o passado
não era nada
e o presente
era tudo...

Eu tinha medo do obscuro,
não via as faixas no asfalto,
não entendia o horizonte perdido,
tinha o sentimento distorcido.

Procurei refugiar-me  no ostracismo,
por isso caminhei entre os espinhos...
Eu me enganei com a luz do luar
ao viajar pelas madrugadas,
já que não aprendi a pedalar ao vento.

Só assim,
conheci a verdade
que permanece na eternidade
de que  todo presente
é determinado
pelo seu passado.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

MANHÃ...

Amanheceu...
Ainda chove lá fora
e a nuvens impedem
o sol de mostrar o seu esplendor...
Os pássaros cantam em sinfonia...
Apresentam o dia
para o mundo.
E... o mundo
Abre as portas
para essa alegria
divina ... infinita...

Esse pequeno saiu assim... eu ainda estava meio dormindo, acreditem!!!!

domingo, 9 de setembro de 2012

DOCES INVENÇÕES DO MEU DESTINO...



Acordei meio nostálgico, inspirei-me nessa visão maravilhosa e escrevi esse poema:

DOCES INVENÇÕES DO MEU DESTINO
Doces invenções do meu coração
Em início de primavera...
Perene flui na interminável imaginação,
Já que sou um pobre amante,
O sonho ainda dourado
Das paixões  desse tormento eterno
Chamado amor.
Caminho na triste melodia
Que se encerra
Quer no frio da madrugada,
Quer no calor do meio-dia...
E tento sobreviver nesse destino impiedoso
Que me traga a alma
Mas também  ilude meu pobre coração
Ainda cheio de emoção.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

RESPEITO...

O que leva alguém a tratar mal outra pessoa?
Fico martelando a mente na busca de uma resposta para essa indagação...
Talvez isso aconteça porque essa pessoa não recebeu os devidos cuidados no trato com a delicadeza.
Foi vítima da selvageria e da hostilidade psicológica...
Quem age assim?! São rudes, grosseiros e já aparentam no semblante estupidez:
Não guardam no coração carinho, apenas mágoa, aspereza, rancor, ódio...
São seres pequenos, de alma pobre!
Quase sempre mudam de humor. São criaturas dissimuladas, amigas do perigo.
Agir mal com outrem, faz bem ao seu ego, é válvula de escape.
Esses seres sofrem as consequências e algum dia terminam explodindo na lama...
Confundem-se com a podridão.
Elas  não merecem nem mesmo a piedade, já que devem provar do próprio veneno que produziram por toda a vida.

CREPÚSCULO DO MEU VIVER...

Algo me fez pensar hoje...
Olhei para as curvas da estrada
E vi o quanto eu já caminhei,
Mas falta muito para chegar
Ao crepúsculo da minha vida.

Como eu quero caminhar ainda...
Em cada fio de prata dos meus cabelos;
Em cada expressão da minha face
E em cada sinal da minha tez.

Enfim, eu acredito na beleza da alma,
Na grandeza que vem do coração
E nos momentos vividos
Com muita emoção.

LEMBRANÇAS DE AMAR

Nessa triste estrada em que ando,
Ainda me lembro de sua beleza.
Busco, extremoso, esquecer essa ideia
Que me cerca a mente
E ainda mata meu coração.

Tento arrancar do meu peito
Esse fogo que me devora por inteiro.
procuro em mim uma solução
Para aliviar o meu pranto,
Mas persisto no engano
De viver essa ilusão.

AS PEDRAS NO CAMINHO...

Nesta semana, aconteceu-me algo que me fez pensar por um bom momento. Não sei se fui xingado ou não por determinada criatura... até porque ela me chamou de doido e velho. É natural considerar-me louco porque sou poeta, mas a minha lucidez de alma é muito superior a pequenez dessa pessoa. E... velho?! Não sei a que semântica ela se referiu, no entanto, a uma conclusão eu cheguei : ainda quero viver muito, muito intensamente para alcançar a velhice e olhar para trás com dignidade para tudo o que eu construi.
Isso me leva a pensar que não devemos preocupar-nos com as pedras pequenas que se multiplicam em nossos caminhos, pois elas apenas atrapalham e jamais serão capazes de impedir o andamento da nossa caminhada.
Devemos, deveras,  ficar preocupados com as rochas, as pedras grandes , que se tornam obstáculos em nossa estrada, porque são elas que dificultam o nosso percurso e obstruem a busca incessante pelos nossos ideais. Elas precisam ser escaladas e para isso, devemos usar da maestria e de muito cuidado para vencer as inúmeras situações que enfrentamos diariamente.
Afinal, para que preocupar-se com as pedrinhas , se há rochas e penhascos para serem ultrapassados?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CANÇÃO DE MINH'ALMA

A vida sem te ver
é dor, sofrimento
que me deixa atormentado...
Quero te esquecer,
mas não posso,
porque não poderia viver
um só dia
sem tua imagem
em minha mente.

Que paixão tão louca,
essa minha
de desejar-te insistentemente
em meu coração
e num só dia,
o meu amor
explodir-se
de emoção.

domingo, 26 de agosto de 2012

PAÍS DO FAZ CONTA...

Decidi escrever este texto porque me senti indignado com a situação do meu país, depois que tive uma discussão com um amigo meu.
Criei um personagem que representasse as ideias e os pensamentos contrários aos deles.
Um amigo certa vez me disse o seguinte: quando eu nasci, a cegonha lá no alto se confundiu se me deixaria no País do conta se faz ou no País do faz de conta. Para azar meu, ela que deveria estar bêbada, deixou-me na segunda opção.
Na verdade, uma terra que deveria ser a da fantasia, era a da hipocrisia...
Cresci assim e aprendi que essa palavra era um lema desse povo.
A família que tive era de faz de conta como  escola onde estudei... O   pior era quando eu adoecia ou tinha de andar pelas ruas à noite, pois quase sempre terminava num hospital  ou numa delegacia de faz de conta. Eu vivia na terra de Sherazade , ali  fiquei velho e continuei vivendo nesse mundo que carregava como tratado esse mal.
Ah... como eu sonhava com o País do conta se faz, mas sabia que era apenas um desejo já que eu pertencia totalmente à terra do faz de conta.
Para que família, para que escola, para que hospital, para que polícia , se a política e os governantes são de faz de conta?
Afinal, o que nesse país não é de faz de conta ? As verbas desviadas e superfaturadas, as promessas de campanhas , a desonestidade, a soberba, a ganância, a demagogia, enfim, a corrupção.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ALTA PERICULOSIDADE

Cada vez mais, eu fico indignado com os governantes desse país. Pensando nisso,escrevi esse poema:
Alta periculosidade

O perigo
Está no escuro
Sem escudo
Além do muro...

O inimigo
Está na esquina,
Na latrina
Sem seguro,
Atrás da muralha...

O canalha
Está no planalto,
No plano mais alto
Do poder,
Maior maldade...

A periculosidade
Atrás da porta,
Precisa ser morta
Para que essa sociedade
Possa viver,
Sobreviver.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

LEMBRANÇA DO SERTÃO

Hoje me bateu uma lembrança do sertão onde nasci... Nesse período de seca, o homem sertanejo se supera. Assim, como poeta que sou, decidi retratá-lo não num poema, mas numa imagem. Espero que ela fale tanto quanto as palavras que eu usaria num texto poético.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A FLOR ENTRE AS PEDRAS...

Despontou bela entre as pedras...
Em cada primavera,
Vencia os espinhos,
suas pétalas brilhavam em todo verão,
fascinavam e ofuscavam a rudeza das rochas.

Quantas vezes, percebi
a sua realeza,
bela flor...
Quantas vezes,
eu expressei em meus pobres versos
a sua delicadeza!!!
Mesmo que as pedras insistissem em machucar
a sua imagem resistia...
frágil, mas persistente...
E ainda guardo em minha mente
com carinho a lembrança
da flor entre as pedras.

MEU EU

Busquei-me dentro de mim,
porque para mim, sou labirinto...
um jogo infinito
de perder e de ganhar
e se falar em amar,
eu me perco na ansiedade,
na dúvida que é verdade
do medo de me encontrar.

Por isso me perturbo na alma
por muito tempo desgarrada,
triste, atormentada
por um amor sem fim...
Pobre de mim
que me busco
insistentemente não me encontro,
Assim...
Vivo torto
nessa luta
dentro de mim.

sábado, 21 de julho de 2012

PEDAÇO DE MIM...

Tu és, amigo,
Pedaço de mim...
Assim
Como as plantas
Que precisam de água
Para sobreviver...
Preciso de tua mão
Para me segurar,
de tua voz
Para me acalmar,
Dos teus conselhos
Para viver.
Por isso,
O meu dia
Só tem alegria
Quando a tua presença amiga
Irradia,
Porque
Tu és pedaço de mim,
Certamente,
Nossa amizade
Não terá fim.

Fiz esse poema para o DIA DO AMIGO. Estava precisando escrever alguma coisa e a pedido de alguns amigos, busquei inspiração para escrevê-la, já que, atualmente, amizade verdadeira é coisa rara.

terça-feira, 3 de julho de 2012

BRINCAR DE AMAR...

Em toda a história da humanidade, houve pessoas que fingiram amar. Brincam de amor como se fosse a coisa mais simples do mundo e manipulam esse sentimento de uma forma farsante para iludir os outros. Pensei nisso e criei uma nova forma de conjugar o verbo AMAR...

Eu brinco de amar como tu me amas,
Tu brincas de amar como eu te amo,
Ela brinca de amar como nós amamos...

Nós brincamos de amar como ela nos ama,
Vós brincais de amar como eles os amam
Eles brincam de amar como todo mundo ama...

E essa brincadeira de amar se torna o amor do mundo todo!



domingo, 1 de julho de 2012


A flor e o amor...
Estou como um cravo machucado
Caído ao chão
Pisado...
Estou como uma flor despetalada
Sendo rejeitada
Pela donzela mão...
Não sou cravo nem flor,
Todavia
Meu sentimento
Vem do amor
Que traduz dor.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A VIRGEM DOS LÁBIOS DE MEL...
Enquanto estou no recesso das escolas, decidi fazer um trabalho literário. A pedido de um amigo, comecei uma adaptação da poética prosa de José de Alencar. Estou no 
décimo segundo capítulo e ansioso para terminá-lo. Para quem já leu Iracema, eis o primeiro capítulo da adaptação:

1
Verdes mares de minha terra natal, onde canta a jandaia no alto da carnaúba;
Verdes mares que banham as alvas praias que ficam à sombra dos coqueirais.
Verdes mares onde vai aventurar-se a jangada, que deixa rápida a costa cearense... Com um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um cão que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem.
A ventania intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das ondas:
— Iracema!...
Nesse momento o lábio arranca d’alma um amargo sorriso.
Deixara ele na terra do exílio uma história que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite, quando a Lua passeava no céu e cobria de prata os campos...
Assim refresca o vento.
O barco salta sobre as ondas e desaparece no horizonte...
Deus te leve a salvo, soberbo e altivo barco.
Soprem para ti os brandos ventos...
Enquanto remar à discrição dessa brisa, gracioso barco,  devolva às brancas areias a saudade, que te acompanha...